Categoria: Minhas Poesias

Sublimação

Escrever1Os sofrimentos do mundo

Resolvi atirar

Nas linhas da literatura

Assim não sofro tanto

Socializando a dor

Denunciando o horror

A beleza da ficção

Sublima a emoção

Produz paz, traz alento ao coração…

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Os Idiotas…

Somos piegas, estúpidos, idiotas na crítica da ampla maioriapasseata

Mas continuaremos a gritar que a exploração é errada

Que a violência não vale a pena

Que viemos dos primatas, mas poderemos evoluir

Sim, um mundo melhor é possível

Riem de nós, zombem, escarnem, não sentimos nada

Salvo o desejo de continuar a gritar

Que a Justiça é apenas uma palavra

Mas iremos atrás dela até os fins de nossos dias

Pois poderá se tornar conduta, produtora de ações

Nossa ingenuidade poderá se unir a outras

A maldade poderá fraquejar

E nossos gritos poderão sensibilizar

Que belo destino ser estulto contra o poder

Um néscio pela igualdade

Um mentecapto pela paz

Os homens inteligentes já mostraram o seu perigo

Continuaremos a ser pascácios, basbaques atrás da utópica revolução

Sem tiro, sem empurrão, só amor no coração

Talvez um dia, nós os loucos nos livraremos dos espertos

Talvez um dia poderemos viver a vida, com o simples prazer de viver…

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Paradoxo

Paradoxo ExistenciaEu sou meu paradoxo

De mim pouco sei

Surpreendo-me constantemente

Com minhas oscilações

Fantasias e ações

Da tristeza à euforia

Do amor à violência

Da saúde à doença

Nada de muita razão

Coisas desconhecidas em demasia

Várias infantis

Outras juvenis

Fazem-me esse sujeito

De desejos intensos, incompletos, frustrados, insaciáveis…

Amor, paixão, alegria, solidão, cansaço…

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Mal-estar

Mal estarComo não ter?

Se há o desejo do mais profundo instinto

Prescrições malditas, protetoras e cerceadoras

Oh! Liberdade controlada

Contradição de existência

Criadora de mal-estar

Flutuar pelas artes

Ter o proibido

Gozar o interditado…

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Tempo de vida…

Relogio DaliUma chispa de pensamento e o tempo pareceu curto

Não lerei todos os livros de minha biblioteca

Ela é grande e perdi tempo em conversar inúteis

Não viajarei a todos os lugares desejados

Quando poderia ter ido, acabei ficando

Muitos amores não serão completados

Pelo medo do fim, negligenciei o começo

Filmes brilhantes não serão vistos

Imagens fúteis me tomaram o tempo

Sobrarão garrafas de bons vinhos

Poderiam ter sido sorvidas em momentos de amor

E ideias não serão escritas

Perderam-se pela demora

O tempo parecia sobrar e agora falta

A existência não é o canto de um quarto

O olhar pela janela

É ir à rua, a distantes rincões desconhecidos

Transformar o conto da própria história em romance de muitas páginas

Repletas de emoções, de experiencias inusitadas, do novo

A intensidade da vida poderá alongar o tempo

Afinal o tempo é mera percepção, vida em potência

Verdades só descobertas tardes demais…

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