Bem – Vindo

No século XIX, Fiodor M. Dostoievski, entre outros trabalhos, publicava em um jornal, de forma compartimentada, seu extraordinário romance intitulado Humilhados e Ofendidos. Feliz da cultura capaz de ver um periódico trazer ao público tão belo e profundo trabalho. Nos dias atuais os jornais, quase sem exceção, publicam escritos de baixa qualidade, atendendo ao conceito moderno de comunicação: informar quem não quer pensar. Daquela época até hoje a tecnologia obteve uma evolução impensável. A Internet conectou o planeta em tempo real e a comunicação dá-se de forma livre, por quem queira se comunicar. Um blog é uma destas expressões. Resolvi criar um para interagir com pessoas interessadas em cultura. Posso ensinar e aprender. Poderemos recuperar em parte, pelas vias tecnológicas da modernidade, um pouco da grande qualidade de outrora, impressa nas antigas gráficas mecanizadas.

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Programa Fragmentos da História – TVAL – 21/08/2015

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Alegria de viver

Esqueci-me do mundo

Rio à toa

Como um rio que corre

Sem sentido, senão correr

Meu corpo dança

Os lábios mostram os dentes

E estou alegre

Sem pensar

Para a tristeza espantar…

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Patrimônio

O mundo já foi meu

Agora são os dias encurtando

Cada momento vivido é a exata dimensão

Do patrimônio de alegria

Sentido da existência

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Eu…

Sou uma inconsistência

Lançado à paixão

À dor e à eterna insatisfação

O amor me remete à busca

Amo tanto e necessito ir

Para longe da calma, da certeza

Distante dos bons costumes

Quero encontrar o impossível

Viver o intangível

Desejo tudo, mas agora!

Não sirvo à estabilidade

Lanço-me ao perigo cultural

Pois quero experimentar o proibido

Sou o sonho, o próprio pesadelo

Busco o tudo e o nada

O delírio do louco

A paz de um beijo

A doçura de um carinho

O prazer dos corpos entrelaçados

Quero e sempre quero mais…

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A festa….

Os fogos lá fora prenunciam choros ardentes

Dos alegres prementes, logo ali à frente

Não estou triste, mas mudado

De coração calejado, vou me importar

Não com o ideal, mas com a vida real

O que importa afinal

Senão os traços da existência

Rabiscados pelas certezas alheias

Tão certas estão, merecem sua própria razão

E eu então, por que chorar a dor?

Se alheia aos meus próprios erros

Mas vinda das verdades que me desmentem…

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Carlos Drummond de Andrade – Memória

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