Enquanto minha adega estiver cheia não me matarei…
Não me importa a mim, mas as poucas pessoas queridas.
Para que fazê-las sofrer… se posso sorver bons vinhos!
A leve tontura me faz momentaneamente abafar a tristeza,
E os açoites da ressaca se curam com os dias.
Compensam-se com os fragmentos de paz…
Por isso minha adega não se esvazia!
Vou repondo cada garrafa, pois dentro de cada uma há alegria…
Também magia, amor, fantasia, sonho e tudo mais…
Durante o tempo em que viver minha adega estará repleta.
Fará às vezes de cara metade com o mesmo efeito entorpecedor.
Os dias irão se passando, o mundo e a mente girando,
Igual a tudo que há.
E, em um momento, a adega ficará, e eu simplesmente …
Méri
Caro Lédio,
Lindo poema, triste, melancólico, mas belo!
O ser humano consegue ser sempre um paradoxo, que extrai beleza para enternecer os outros, mesmo diante de seus dilemas.
Abraço
Lédio Rosa
A beleza no triste nos permite ir vivendo. Abraço.
Rita
Lédio!
Assim como sua adega,seu coração também estará sempre cheio…
Abafe a tristeza..
disfarce a ressaca…
reponha sua adega do coração com garrafas cheias de amor, sonhos, fantasias e sirva à todos aqueles que te querem bem em taças de luz e esperanças…
Pois os dias passam, o mundo gira e o que fica em nossa adega do coração é o efeito entorpecedor do amor que oferecemos…
Lédio Rosa
Obrigado Rita. Vou buscar essas garrafas. Beijos.