Estou com raiva do mundo
Sem sentimento de culpa
Curto o meu ódio generalizado
Sem os efeitos do cristianismo
Com isso expurgo as minhas dores
Destruo futuros tumores
Alivio o meu espírito
Dou saúde à minha mente
Minha raiva, meu ódio e eu produzimos entendimento
Do encontro surge uma esplêndida liberdade
Exercida não contra alguém, pois direcionada a ninguém
É um ódio produtivo
Do qual resulta paz e nada de violência
Antônimo da caridade, compaixão e perdão
Assume suas responsabilidades
E resulta em amor próprio e por toda a humanidade
Rita
Seu poema me fez lembrar uma frase de Chico Xavier:
“O ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.”
Sentí-lo da forma que descreves é uma forma de aliviar os sintomas desta “doença”.
Lédio Rosa
Pode ser Rita. Não conheço o conteúdo desse escritor.