Gota solitária de lágrima desce à face
O motivo é desconhecido
As circunstâncias não justificam
Mas a gota é cachoeira condensada
De uma vida amargurada
Repleta de posses
Esbanjamento material e imaterial
Tênue fausto de cotidiano anódino
Gota de denúncia, traidora das classes e das crenças
Dos ricos pobres de espírito
Dos pobres ricos de ganância…

Neide
“Mas a gota é cachoeira condensada” que verso mais fabuloso Lédio. E as antíteses são perfeitas.
Lédio Rosa
Muito obrigado Neide. É bom ver alguém que gosta do que escrevo.
Rita
Sempre haverá um motivo para uma lágrima.
Em sua poesia, mesmo não dizendo, deixas transparecer motivos de uma vivência amargurada…
Mas outros motivos podem levar uma lágrima a rolar..
quem sabe por uma dor,
ou lembranças saudosas de um amor…
quem sabe um ente perdido,
ou um desejo não concedido…
quem sabe até uma grande alegria,
ou uma nostalgia…
mas na verdade meu poeta,
que traz uma lágrima secreta,
sempre que ela vem a rolar
se diz prontamente:
– és só cisco ou poeira do ar,
logo vai passar…
beijos!!
Lédio Rosa
LInda poesia Rita. Adoro teus comentários.