Madrugada amiga e inimiga
Dás-me o silêncio necessário ao aculturar
Mas traz-me a calmaria da solidão
Mostras-me a beleza das luzes
Madrugada amiga e inimiga
Dás-me o silêncio necessário ao aculturar
Mas traz-me a calmaria da solidão
Mostras-me a beleza das luzes
Louca paixão, capaz de tornar o medo do novo uma brincadeira de criança
Em teu momento, quando pondes a agir, es como um furacão
Teus fortes ventos rebeldes demonstram ser a fortaleza da segurança simples plumas
Crias jogos lúdicos, tornas o sério adulto num travesso
Há um corpo no mar
Ninguém viu, ninguém sabe como lá foi parar.
Não houve notícia, ninguém parece faltar
Há de se tirar, para enterrar, o corpo do mar
Eu existo. Neste exato momento, eu existo. Eu estou escrevendo.
Pondero sobre de onde vim, minha origem, e só me vem à mente a imagem de um útero.
Penso para onde vou, meu fim, e só consigo imaginar um cemitério.
Mas eu existo, neste momento.
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