Corpo exausto dos banquetes de amorLassidao
Busca languido a paz de Eros
Enquanto a mente leve poupa-o de movimentos inúteis
Imóvel na alcova flutua o ser
Com lábios cerrados a ocultar sorriso vigoroso
O pensamento vagueando pelo infinito
À medida que os músculos relaxam
A vida resumida em uns instantes
Um sujeito, um momento, a felicidade…

Oh vida! Vida…

Tu e tuas despedidas, partidas

aviaoOlhos em lágrimas gritam silenciosos

Quero ficar, amar, amar…

Separam-se os corpos abraçados pela noite desperta

Volta à casa acompanha a falta

Depois da porta a lembrança do amor cheira por todas as partes

Aguça a memória inconformada

Vida, Oh Vida!

Tuas terríveis despedidas

Maltratam os amantes

Fazem sangrar o sentimento

Mas a ânsia da chegada vai cicatrizando as dores

Até reviver os amores nos abraços e beijos que logo virão…