SinosOs sinos batem e ouvidos ateus estremecem

Pelo fragor e não pelo simbólico

Criam um sentido sonoro

Interveniente na vida vivida

Do íntimo dolorido tiram agradáveis sensações

Como se possível fosse alegria na tristeza

Os sinos batem e os sons agradam

Os sinos, a vida, a solidão, tudo percepção

A sublimação do mais profundo sofrimento

Libertar-se, tornar a dor em arte, viver a vida com paciência

mocasOh! Verão que te aproximas

Já desnudando corpos ocultos

Quantas belezas apresentas

Aos olhos dispostos a ver

Apresse-se primavera, para o calor trabalhar

Assim poderemos olhar

As obras da natureza

Quantas, quantas beldades

Livres para alegrar

Deixar os sonhos fluírem

Permitir o imaginar…