LirioConheci uma flor incomum

Cultivada no jardim da dor

Fertilizada pelo sofrimento

Sempre exposta ao vento

Que pouco conheceu de amor

Mas ela aflorou

Com divina beleza

Quebrando os vasos

Se espalhando pelas terras

Escalando as montanhas

Vivendo os desejos

E agora exala o perfume da vida

Inebriando os de sentimento

Com sua sensualidade

E se as azas resolver bater

Pelo prazer ira voar

Quisera eu poder

Com ela lá estar…

Dilacerante silêncio vividoSo

Volta a ensinar

Repisa obvias lições

Sobre os perigos de amar

Seu berro calado

Por imprudência olvidado

Faz recordar

Os conteúdos aprendidos

Os fatos já conhecidos

A teimosia em se apaixonar

Abraçado com a tristeza

Os dias ao de passar

Na secura de lágrimas

Com o vazio essencial

Até novos braços apertar

Desdenhando os ensinamentos

Voltando a se enamorar, errar….

Teu corpo nu resplandece na pureza da devassidãoVelazquez
Macio, suave, esbelto, forte ao vendaval
Formas e curvas lançam à concupiscência
Cheiro e suor embriagam em desejos
Teu corpo jovem alucina as sensações
Teu corpo, tua mente, um incrível ser
Prazer, prazer, leveza de viver…

Nas ocasiões calmas da vida

Com as paixões adormecidas

Não se sente tanta dor

O tempo passa suave em boa companhia

Momentos doces de amor

Mas há sempre um turbilhão

A remoer oculto o coração

Parece fazer falta o sofrimento

Para espantar a insipidez

Agitar as sensações

Criar as mais absurdas ilusões

E lá se entra outra vez

Nas loucuras da paixão…