O tempo, o tempo, oh o tempo!
Que coisa interessante
Lá se vai rápido
Cá vai lento

De passo a passo
Ou como um vento
Tudo depende do sentimento
O de angústia, torturante
De saudade massacrante
Vibrante de felicidade
Mas o tempo de amor
Oh o tempo de amor
Pode ser um horror ou o mais pleno esplendor…
Não pode acontecer

Meus poemas acabar
Uma linda mulher me disse
Ser presa aos sonhos e às vontades
Suas âncoras de liberdade
E lá sei eu porque
Asseverou precisar dos poemas não pra viver
Mas para sonhar seus sonhos
E livre ser
as pessoas, ah as pessoas
os homens e seus enganos
sobre o sexo, a vida
a genitalidade, a cópula
o prazer está além do prazer físico
o físico se compra
o afeto e o amor não estão sob venda
mas há o amor de mentira

para confortar, apaziguar
para tirar o caminho
como ponto final
diz “te amo”
acabou o assunto
sem carinho, meiguice, cheirinho
O “te amo” contenta
mal passado, requentado, surrado
mas o sangue fervendo
o amor ardendo
só há na veracidade do sentimento
de quem não precisa dizer
pois está no olhar, no tocar, no suspirar
apenas no estar apaixonado
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