Lagrimas… – Um mero esboço

Olhos cheios d’água

Veem pouco, se tornaram torneiras

O corpo dói em fadiga

A mente ultrapassa o esgotamento

Olha-se em todas as direções e se vê o interior

Um vazio gigante, um deserto sem flor

As lágrimas são as falas, os gritos silenciados na boca

Os suspiros, prenúncio de beijos e carícias, viraram clamor

Um silêncio torturante, uma adega a entorpecer a dor

Querer uma mulher não basta

É o óbvio, deve-se saber

Nada há a reclamar

O erro de sempre, a imaginação

As propostas perdidas, a saudade

As noites só, a solidão

Lágrimas correndo como sangue externo

Até que seque a fonte

E o ser por aí sem sabor sem mendigar amor

3 comments

  • Taís Krugmann

    Taís Krugmann

    Reply

    Sensível. Adorei!

    • Lédio Rosa

      Lédio Rosa

      Reply

      Obrigado Tais.

  • Rita

    Rita

    Reply

    Como sempre, seus poemas me surpreende,Lédio!
    Sinto nesta, uma poesia com conteúdo muito introspectivo…
    Denuncia um sentimento verdadeiro
    que tranforma mente e corpo inteiro…
    Converte lágrima em dor
    num coração cheio de amor
    Traz desalinho…
    clama saudade…
    de quem se sente sozinho.
    Seria um erro imaginar
    ter alguém para amar,
    Deixando a lágrima rolar???

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