Olhos cheios d’água
Veem pouco, se tornaram torneiras
O corpo dói em fadiga
A mente ultrapassa o esgotamento
Olha-se em todas as direções e se vê o interior
Um vazio gigante, um deserto sem flor
As lágrimas são as falas, os gritos silenciados na boca
Os suspiros, prenúncio de beijos e carícias, viraram clamor
Um silêncio torturante, uma adega a entorpecer a dor
Querer uma mulher não basta
É o óbvio, deve-se saber
Nada há a reclamar
O erro de sempre, a imaginação
As propostas perdidas, a saudade
As noites só, a solidão
Lágrimas correndo como sangue externo
Até que seque a fonte
E o ser por aí sem sabor sem mendigar amor
Taís Krugmann
Sensível. Adorei!
Lédio Rosa
Obrigado Tais.
Rita
Como sempre, seus poemas me surpreende,Lédio!
Sinto nesta, uma poesia com conteúdo muito introspectivo…
Denuncia um sentimento verdadeiro
que tranforma mente e corpo inteiro…
Converte lágrima em dor
num coração cheio de amor
Traz desalinho…
clama saudade…
de quem se sente sozinho.
Seria um erro imaginar
ter alguém para amar,
Deixando a lágrima rolar???