Meu momento duvidoso

Deitado em um divã

Vasculhando minhas entranhas anímicas

Às vezes tento me impor:

Hás de ser feliz

Mas as conquistas tradicionais deixam-me no vazio

Falta algo, asas para a felicidade

Não é fácil flutuar, despindo-se dos pesos da vida

Ah! Momentos pueris, quando minha ranzinzice dissolve-se

Totalmente embriagado pelos efeitos da paixão

Voo como pluma ao vento

Apartando-me da racionalidade e liberando a fantasia

E aí tenho um pouco de alegria

Ah! Que saudades de você

Dos beijos que não dei

Das caricias que deixei

Do amor ebuliente

Que insiste em explodir

Ah! Que falta do que nunca foi

Apesar de ser tudo

Ah! Divã amigo, aguarde-me em breve…

5 comments

  • Rita

    Rita

    Reply

    O poema traz uma íntima ligação
    entre o poeta e o divã…
    Pensamentos liberados
    mas não concretizados,
    pode ser confissões
    de quem vive indecisões…
    Apesar de tudo,
    o Divã continua sendo
    o amigo mudo, onde tudo pode fluir.

    Muito bom!!!
    Continue, Lédio! O Divã te aguarda!
    beijos!

    • Lédio Rosa

      Lédio Rosa

      Reply

      Sim me aguarda, mas não sei até quando. Até dele já estou cansado.

      • Rita

        Rita

        Reply

        Então troque de Divã…quem sabe, um Divã amigo que não seja mudo!!

        • Lédio Rosa

          Lédio Rosa

          Reply

          Um amador, quem sabe.

          • Rita

            Rita

            Quem sabe!!!
            Quem sabe, um amador consegueria entender melhor que um profissional !

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