Deitado em um divã
Vasculhando minhas entranhas anímicas
Às vezes tento me impor:
Hás de ser feliz
Mas as conquistas tradicionais deixam-me no vazio
Falta algo, asas para a felicidade
Não é fácil flutuar, despindo-se dos pesos da vida
Ah! Momentos pueris, quando minha ranzinzice dissolve-se
Totalmente embriagado pelos efeitos da paixão
Voo como pluma ao vento
Apartando-me da racionalidade e liberando a fantasia
E aí tenho um pouco de alegria
Ah! Que saudades de você
Dos beijos que não dei
Das caricias que deixei
Do amor ebuliente
Que insiste em explodir
Ah! Que falta do que nunca foi
Apesar de ser tudo
Ah! Divã amigo, aguarde-me em breve…
Rita
O poema traz uma íntima ligação
entre o poeta e o divã…
Pensamentos liberados
mas não concretizados,
pode ser confissões
de quem vive indecisões…
Apesar de tudo,
o Divã continua sendo
o amigo mudo, onde tudo pode fluir.
Muito bom!!!
Continue, Lédio! O Divã te aguarda!
beijos!
Lédio Rosa
Sim me aguarda, mas não sei até quando. Até dele já estou cansado.
Rita
Então troque de Divã…quem sabe, um Divã amigo que não seja mudo!!
Lédio Rosa
Um amador, quem sabe.
Rita
Quem sabe!!!
Quem sabe, um amador consegueria entender melhor que um profissional !