O Último Poema – Mário Quintana

Enquanto me davam a extrema-unção,
Eu estava distraído…
Ah, essa mania incorrigível de estar
Pensando sempre n’outra coisa!
Aliás, tudo é sempre outra coisa
– segredo da poesia –
E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro,
Eu pensava era nos meus primeiros sapatos
Que continuavam andando, que continuavam andando,
Até hoje
Pelos caminhos deste mundo.

5 comments

  • Rita

    Rita

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    “Segredo da poesia”…
    Toda poesia traz segredos…
    Gosto muito das poesias de Mario Quintana.
    Ah!!! e das suas também.
    bjs!

    • Lédio Rosa

      Lédio Rosa

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      Eu brinco de poeta. Ela era profissional.

      • Rita

        Rita

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        Então sabe brincar…rsss.

      • Paulo

        Paulo

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        O direito alternativo é uma forma de poesia não?

        • Lédio Rosa

          Lédio Rosa

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          POde ser visto assim.

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