Enquanto me davam a extrema-unção,
Eu estava distraído…
Ah, essa mania incorrigível de estar
Pensando sempre n’outra coisa!
Aliás, tudo é sempre outra coisa
– segredo da poesia –
E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro,
Eu pensava era nos meus primeiros sapatos
Que continuavam andando, que continuavam andando,
Até hoje
Pelos caminhos deste mundo.
Rita
“Segredo da poesia”…
Toda poesia traz segredos…
Gosto muito das poesias de Mario Quintana.
Ah!!! e das suas também.
bjs!
Lédio Rosa
Eu brinco de poeta. Ela era profissional.
Rita
Então sabe brincar…rsss.
Paulo
O direito alternativo é uma forma de poesia não?
Lédio Rosa
POde ser visto assim.