Diante do povo com sua ânsia intestinal, superficial de Justiça
Frente à massa, ávida pelos desejos permitidos, concedidos
Com as certezas que nos roubam o prazer do incerto, do novo
Perante os discursos de verdade, todos solidificando as mentiras
Ante os deuses responsáveis por hecatombes
Em presença de arrogantes beócios com egos inflados
O que fazer dessa vida que regra o amor,
Moraliza o desejo, semeia o dissabor
E sufoca o sensual com a culpa original?
Simplesmente: o que fazer?

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