Diante do povo com sua ânsia intestinal, superficial de Justiça
Frente à massa, ávida pelos desejos permitidos, concedidos
Com as certezas que nos roubam o prazer do incerto, do novo
Perante os discursos de verdade, todos solidificando as mentiras
Ante os deuses responsáveis por hecatombes
Em presença de arrogantes beócios com egos inflados
O que fazer dessa vida que regra o amor,
Moraliza o desejo, semeia o dissabor
E sufoca o sensual com a culpa original?
Simplesmente: o que fazer?
Neide
kkkk, Lédio vou dar um conselho que me deram tempos atras, chutemos o balde ou chutemos o pau da barraca. Afinal de contas o que seria das regras se não as desobedecessemos?
Lédio Rosa
Pode que o balde seja pesado e que o pau da barraca esteja bem fincado e ai poderemos quebrar o pé ao chutar.
Neide
Rsss, então saberemos onde de fato pisamos e talvez até onde podemos ir.
Lédio Rosa
Não sei.
Rita
Em seu processo evolutivo, o homem foi criando regras impostas à sociedade e consequentemente passadas pelo crivo da justiça e dos princípios religiosos.Normas e condutas impostas a um povo alienado que se esquece que o verdadeiro sentido da vida é ser feliz a sua maneira.
Realmente, meu poeta, o que fazer??
Lédio Rosa
Se proteger, creio.