Mais um amigo findou
A tristeza lhe matou
A tristeza aqui ficou
Nada se pode fazer
Até a dor aplacar
Quiçá recordar um pouco
Todos os que já eram
Foram e não são mais
Uma grande tristeza da idade
E ir vendo os amigos findarem
Até o dia de se tornar uma recordação…
Tantas palavras de amor poderia dizer, mas as falsidades mundanas me obrigam ao olhar, ao cheirar, ao agir nos detalhes do amor, tão simples como um sorriso, uma alegria ao te ver, um coração a bater, um carinho a te fazer, um beijo a te dar, um suspiro por ti, para ti, por te ter…..
Como declamar um amor em palavras e declarar o sentimento em conceito formal incapaz de expressar os suspiros, as palpitações, as angustias, as loucuras desfiguradas do ser amante, a não ser apenas em atos, loucos que sejam, mas expressivos dos estremecimentos insanos do corpo sob amor o qual tudo suporta e deixa o físico ao bel prazer das loucuras do amor a ser declamado…

Ao pé do ouvido solitário
Fala alto o silencio
Grita pelas vozes ausentes
Pelos conflitos do eu…
E na conversa emudecida consigo
A saudade estremece o sentimento
O olhar vago ao nada
Traz as imagens da recordação
Os fantasmas criam vida
Dá-se início a farra da solidão…
Estou com vontade de ti
Falar, cheirar, olhar, se enrolar…
A vida leve de estar
Bem tranqüilo a amar
Que vontade boa essa
Vou, mas vou aproveitar…
Quiçá até abusar!
Se você deixar…
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