Renoir nos solta ao ar
Da liberdade natural
Quando a moral
Totalmente sensual
Despe o ser
E na nudez alegre
Faz a felicidade…
Meu coração entristecido
Enlanguesce meu ser
Força as torneiras de meus olhos
Chega de despedida
De distâncias cansativas
Só um pouco de simplicidade
Estar com os seres amados
Nada mais, nada mais…
Ouça-me, ouça-me ao longo
No silencio das palavras
Nas expressões dos sentimentos
O amor a transbordar
Desejo de te amar
A agonia, angustia da distancia
Alento da lembrança
Amor, amor de amar
Escute o coração a bater
O sangue vermelho a correr
Por ti, por ti, só por ti…
Sinta a saudade de te ver
O tanto que é o meu querer…
Tantas fábulas, tantas crenças, tantos mitos…
Ídolos, coisas bobas, imaginação…
A mente, suas necessidades…
Seres humanos, todos…
Nascer, crescer, morrer…
Insignificantes e famosos…
Todos, igualmente à morte…
Ra Ra Ra e Ra….
O passado que passou e lá ficou
Não traz dor, é lembrado com sabor
Mas o passado que fica … danifica
Segue o tempo mantendo o sofrimento
Corrói o presente, turva o futuro
Difícil o ponto final … começar de novo
Deixar para trás o que não vale mais
Libertar-se para voar ao desconhecido
Viver a vida dócil
Dos sentimentos renovados
Dos amores a serem amados…
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