Um vazio na mentePassarinha (2)
Nas entranhas um buraco
Uma pássara voando
Outra na gaiola
Anseios contraditórios
Felicidade à mão, a voar, voar…
Infla o desejo
Acoberta-se a tristeza
Sob as cobertas um amor
Amar, brincar, deixar, gozo no ar!
Vida com ardor, ludibriando a dor
Revôos de pensamentos, sentimentos…
Como chegar bem até a morte?

Estou disposto a enfrentar
As ondas revoltas do mar, os ventos do tufão
Os preconceitos de todosamorzinho
A mais forte discriminação
Não me importa as forças contrarias
As armas da moral
Até mesmo a exclusão social
O ostracismo dos infelizes
A raiva dos normopatas
O local da felicidade é já
E seu tempo o agora
Quando a dor se dissipa
No flutuar pela vida
Alçado pelo erotismo do amor
Exalado de uma jovem mulher
Que me quer, simplesmente…

Pena de morte, mais cadeia, repressão…
violenciaEles não entendem, não entendem não!
Flexibilização, precariedade, exclusão
Genitores sem trabalho, fim da identidade, desolação
Ausente paradigma, filhos sem valores, sem futuro
Não, não, não entendem não…
A dor é forte, arrebenta o coração
Violência não é só maldade ou revolta
Mecanismo de defesa para e ego agüentar
Vida sem perspectiva, o nada como tudo
Não, mais violência não!
Mais de erro néscio, desumanidade na ação
Hão de entender! Não querem nem saber
O sorriso só vem quando se tem…
E paz só se faz na inclusão…

Aí é madrugada e te imagino dormindo
Linda deves estar, ao sono
Na doce e enganosa inocência dos que dormem
Queria tanto poder te abraçar
E em ti me enrolar
Sentir a lua, o luarImaginar
O tempo passar
Assim, como se o mundo fosse meu
Pois nada mais desejo conquistar
Te grudar, contigo conversar
Uns beijos furtivos
Outros profundos
Ir um pouco mais para lá
E para cá…
Construir o orbe
Dentro de ti entrar
E quando sair, estar leve
Como a pluma ao vento, a voar
Junto contigo só amar
Imagino a felicidade, o amor, minha beldade…