Ver a gente na rua
Mostrando indignação
É bálsamo de vida
Democracia exercida
Os protestos escancarados
Os gritos soltados
Fazem mais e mais soldados
De um exército desarmado
Na liça contra a vergonha nacional
A corrupção geral
Política de apadrinhamento
Poder para uso pessoal
O povo na rua
Cria as possibilidades
O Brasil faz-se nação
E será sem ilusão e mesmo revolução
Uma bela sociedade
Acordei cedo, pensando em ti
Havia um vazio, dentro de mim
Faltava um sentido, para abraçar
Um corpo distante, um desejo lancinante
Voltei à cama, a dormir
Quiçá um sonho me leve, para perto de ti…
Tentei o dia todo
Algo te escrever
Belo como o amor
Lindo como o Sol a se pôr
Mas ao final do dia
A palavra não saia
Então pus-me a pensar
Que para comemorar
Basta relembrar nossos momentos de namoro
Belos pelo amor, lindos como o esplendor…
O amor, o amor, oh amor!
Esse sem destino, tomador da dor
Dá a felicidade, tira a liberdade
Uma idéia, tão só!?
Vira genético, fisiológico
Não é lógico
É o amor, esse sentimento
Assim, da vida, da morte
Nos quita o norte
Nos dá a sorte…
Frio e chuva
Cobertor e amor
Sob o céu cinza
Numa banheira quente
A gente simplesmente…
E depois de tantas
Enrolados nas mantas
Abraçados e agarrados
Dormimos os sonhos do prazer…
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