Aí é madrugada e te imagino dormindo
Linda deves estar, ao sono
Na doce e enganosa inocência dos que dormem
Queria tanto poder te abraçar
E em ti me enrolar
Sentir a lua, o luarImaginar
O tempo passar
Assim, como se o mundo fosse meu
Pois nada mais desejo conquistar
Te grudar, contigo conversar
Uns beijos furtivos
Outros profundos
Ir um pouco mais para lá
E para cá…
Construir o orbe
Dentro de ti entrar
E quando sair, estar leve
Como a pluma ao vento, a voar
Junto contigo só amar
Imagino a felicidade, o amor, minha beldade…

VeredasNo transcorrer da vida

Tantas sendas

 Ir pelo vento, pela imaginação…

Muito menos pela razão

O mais profundo desejo por aqui

A realidade por acolá

E assim se vá…

Vida, vida é assim…

Nem sempre como se quer

Mas nas veredas traçadas

Pelas dores da sobrevivência

Finge-se feliz, és-se feliz, vive-se…

Nos caminhos da vida, fazemos o possível

Estou feliz, tangenciando o fausto
Labios vermelhosMeu amorzinho me ama
Diz-me palavras doces, de amor
Com sua boca redonda, vermelha de cor
Batom de nosso amor
Quer-me, seja lá como for
Seus olhos apaixonados demandam prazer
Sugerem gemer comigo o amor
Meu amorzinho faz-me feliz
Por me amar e deixar-se amar
Na vida dócil
Dos sonhos sonhados, realizados…

És incapaz de amar, o simples amor de amarIncapaz

Teus lindos lábios não liberam palavras amorosas

És incapaz, totalmente incapaz de ser amada

Por um perdido amor, que só quer amor, pois ama amar

As palavras amorosas te ferem

Jogam-te à possibilidade de amar e ser amada

És incapaz, somos incapazes de escapulir ao mal-estar…