Cadê a justiça, pela qual lutamos?

China

A multidão que não seria vencida

O povo unido pela democracia

Onde está o mundo sonhado?

O socialismo a ser realizado

A igualdade real, o nosso ideal

Será que ficou na juventude?

capitalismo

Venceu a decrepitude

Acabou a liça de transformação

E agora, e agora, o que fazer com a história?

 

Querer uma mulher é algo demais
Minha Mulher
O delírio da vida na lucidez sentimental
Quem já foi triste na boemia
De porre em porre, de braços em braços
Sem gosto no abraço, sem meiguice no amasso
Agora a maciez do amor
O sabor de você
Mesmo sem te ter
Mais é você, ninguém mais do que você
A companheira da solidão
Fêmea do meu tesão
Da monogamia por opção
A ilusão, a ilusão, do amor eterno pois é paixão…

Ora, ora, ora….
Momentos felizes … é possível
Assim, como nós, talvez não
Quem estará disposto a entender!?
Como sempre a maldade, ela está
Mas doce menininha
No desabrochar de mulher
Na distância do tempo
Chega a adulta
Que momentos ao teu lado!
O prazer acrisolado
Moça
Um amor a nascer
Sem as tolices culturais
Só o desejo satisfaz
E assim ficamos a falar, a olhar, a trocar bondades
Sorrisos espontâneos descompromissados
Em nosso mundo marginal
Sem espaço à celeralidade ou qualquer maldade
Só a pura vida a correr…

Venha, doce, e deixe a amargura
Vamos esquecer o humano

Labios

E viver o sonho
Da ilusão humana
De gozar a liberdade
Encontrar a felicidade
Vamos ver a lua
Beijarmos no portão
Caminhar na solidão
Mergulhar no mar azul
Sob o sol iluminado
Venha, amada, vamos brincar de verdade
Na mentira da realidade
Venha e me leve à loucura
De abandonar a razão
E viver, viver e viver
Tão só de emoção…