Cava

A cava, suas borbulhas
Sorvidas com gosto
Como magia
Esfumam anos mil de repressão
Da religião, moral e do escambau
Some a amargura da alma
O medo do coração
Libera-se a fera sensual
A sedução, a entrega, a conquista
Aí nossa! Não há inferno, culpa ou troça
Mas um corpo ardente
Na mente borbulhante
Com a explosão …o gozo
Do amor, do sexo, do desejo
Do ser amante livre e delirante…

 

Passaro

Foi-se dois mil e doze
Ano muito ruim para mim
No transcorrer dos dias
Ele abusou da rima amor e dor
Vou aproveitar a passagem simbólica temporal
Para dar um ponto final.
No sentimento que tanto quis
Qual pássaro ferido
Lentamente as asas agito
Revoo ao céu infinito
Sem qualquer condoimento
Atiro-me ao vento
Sem jamais olhar para atrás
Pois agora me satisfaz
Novas emoções
Cujo ponto final
Permitiu ao meu coração…

Nossa como te quero!

Não há como explicar à razão

Ela não conseguirá entender

Então me calo nas palavras

Extravaso-me no sentimento

Irracional desejo de uma ilusão

Paixão, amor, fixação

Nossa, apenas te quero…

Como se quer viver

Sentir o sangue correr

Olhar o dia nascer e morrer

Querer, tão só querer

Não há mais nada a falar

Só sentir o querer