O papel, a tinta
A escrita de alguém
Resulta o livro
Dentro dele
Pura imaginação
Da ciência à ficção
Das bobagens à erudição
Mas nos inteligentes
Mundos à parte
Nos quais voa o leitor
Ao infinito do impossível
Inesgotável saber humano
Às delícias do conhecimento…

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…

Um amor
Como se desfaz?
Para deixar atrás
O gosto da paixão
A grande ilusão
De ser possível viver em paz…

Frente à vida as crueldades
Guiado pela arte
Dou, mesmo amargo, um sorriso
E adiante sigo
Para onde for, nunca se sabe…
Oh!, passarinha que maldade
Linda como no todo és
Em minha vida pousaste
Para alçar logo voo
Derretendo a ilusão
De haver a felicidade
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