A ação de julgar
Não tem nada de vocação
É opção ideológica
Ato de poder
Há um corpo no mar
Ninguém viu, ninguém sabe como lá foi parar.
Não houve notícia, ninguém parece faltar
Há de se tirar, para enterrar, o corpo do mar
Eu existo. Neste exato momento, eu existo. Eu estou escrevendo.
Pondero sobre de onde vim, minha origem, e só me vem à mente a imagem de um útero.
Penso para onde vou, meu fim, e só consigo imaginar um cemitério.
Mas eu existo, neste momento.
Como pode? Eu aqui e tu lá
Mas aqui estas, pois te sinto
Determinas o meu agir, o meu pensar e o meu sentir
O corpóreo no incorpóreo
Liberdade o que és?
Palavra doce, desejada, magia e fantasia
Andas por aí, nas mentes pensantes
Consegues criar utopia, sustentar a alegria, liberar a rebeldia
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