Leitura

Horas a fio em minha “cidade dos livros”
Em contato direto com o conhecimento da humanidade
Trouxeram-me um desejo de respirar ar puro
No balcão deparei-me com suave brisa fria
Olhava o mar, o negro asfalto, as gentes, os veículos
Seu toque me acariciou e produziu enorme prazer
Afagou meu rosto, moveu meus cabelos, percorreu minhas entranhas
Refrescou meu corpo e minha mente
Açulou um fogo ardente em meu interior
Pareceu as suaves mãos de meu amor
Sempre capaz de transbordar felicidade
Uma saudade se achegou e voltei à leitura…

6 comments

  • Neide

    Neide

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    Rsrsrs, eu teria saída e vertido tudo o que você observou.

    • Lédio Rosa

      Lédio Rosa

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      Vertido em que?

      • Neide

        Neide

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        Lédio, seu poema é tão franco, tão sincero. O eu lírico observa e verte o movimento visto nessa bela poesia. Eu, leitora do poema, sorvi a emoção desse movimento observado e sinti uma vontade danada de sair, de estar nesse movimento, de ser esse movimento. Enfim, não dá muito para expressar o vivenciado naquele exato momento da leitura, mas a sensação que ficou mais ou menos impressa em mim, foi a de que em vez de observar, ser a ação, a paisagem, o movimento em si.

        • Lédio Rosa

          Lédio Rosa

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          Neide a poesia é isso, um texto que nos envolve, mexe conosco. Que bom que te produzi isso pelo texto.

  • Rita

    Rita

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    De uma intensa expressão este seu poema, Lédio!

    Envolto em compromissos
    a alma necessita
    uma pausa
    e assim liberta em sintonia,
    traz na ausência esta presença que descreves…sentimentos comuns de almas afins…
    Que sua felicidade continue transbordando..

    Beijos!

    • Lédio Rosa

      Lédio Rosa

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      É, tens momentos que necessito parar um pouco.

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