Pelas tristezas do mundo
Mas elas são muitas
Nunca acabarão e então?
Pelos sofrimentos alheios
Mas eles são infinitos
Só aumentarão e então?
Por eu próprio
Mas não são tanto assim
Quiçá acabarão e então?
Porque necessito de dor
Para amar e viver
Então serei humano
De coração contraditório
Capaz de sacar alegria dos sofrimentos do viver…

Nathália
Dr. Lédio,
Em meus estudos, me deparei com uma sentença prolatada pelo senhor, pela qual, como se constata, ganhou grande notoriedade. Ao lê-la, não apenas nutri profundo respeito pela sua figura e forma de interpretar a mesquinharia humana, como também, com o simples fato de poder contemplar tão profunda e sincera redação, os meus sentimentos de respeito atingiram a mais completa admiração. Desejo de todo, que o nosso judiciário seja constituído de magistrados e desembargadores como o senhor. Espero ainda, ultrapassando o âmbito da mera esperança, que nossos juristas e aplicadores do direito tenham um mínimo de razoabilidade, para que possam auxiliar no desencontro dessa tão demandada “síndrome do umbigo de ouro”, que tenta se prevalecer de qualquer ato destituído de direito ou autêntica fundamentação.
A propósito, belo verso. A humanidade anda precisando de seres humanos.
Lédio Rosa
Muito obrigado Nathália