Já fui uma criança alegre, malgrado as agruras infantis
Na época não me pareceram maldades
Já fui um jovem idealista, a despeito da história
Naqueles tempos me pareceu possível
Já acreditei na Justiça, mesmo diante da permanente injustiça
Era apenas um desejo sem base
Já achei o amor possível, sem embargo às histerias
Nada sabia de ontologia
Hoje taciturno em nada acredito, não obstante estar aqui a produzir
É a condição de maduração, quando a experiência não permite mais enganos.
Rita
Verdadeiro seu poema!
Na inocência da infância tudo é alegria…
na juventude todos os sonhos e planos…
e ao longo do tempo passamos pela escola da vida…
as experiências não permite mais enganos, mas nos permite ainda sonhar!
Beijos, Lédio!
Lédio Rosa
Mas com um olho aberto.
Rita
exatamente…de olho aberto o sonho é mais real!