Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…
E no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava perto do mar…
E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…
Alphonsus de Guimarães
Izabel
A estoria da ambivalencia doentia. Nao precisamos dividir a alma do corpo e nem colocar a alma no ceu e o corpo no mar.. Tudo e flexivel..um pouco de sonho e um pouco de realidade..
Valeska
Acho que a loucura de Ismália era seu mais valioso bem, por isso tomo a liberdade de postar um Poema de Emily Dickinson para corroborar minha opinião.
Demasiada Loucura é o mais divino Juízo –
Para um Olhar criterioso –
Demasiado Juízo – a mais severa Loucura –
É a Maioria que
Nisto, como em Tudo, prevalece –
Consente – e és são –
Objecta – és perigoso de imediato –
E acorrentado –
Tenha uma ótima semana Dr.
Lédio Rosa
Bonito poema. Obrigado.
fatima
As vezes ao olhar o vazio de nossa alma,esse poema maravilhoo nos serve de consolo.pois a lua e tao linda e nos faz refletir sobre nossas atitudes,o que Ismalia buscava no meu ponto de vista era um preenchimento na alma ,eu amo esse poema pois por ele aprendi a dar sentido a minha vida, muito obrigada!!!
Lédio Rosa
Fátima, é lindo sim. Um abraço.