Me atormento com minhas próprias palavras
Me arranho com minhas próprias garras
E no fundo, quem sou eu?
Pois se ninguém sabe, muito menos eu.
Já que tanto falam, já que tanto julgam
Quem sou eu?
E como vou saber? Pois se tantas já criaram
E como vou saber? Se tantas historias alimentaram
Sofrer todos sofrem, sabemos disso
Aceitar, ai não, nem todos aceitam
Quem sabe a aceitação não seja o melhor modo
Mas sim, o mais confortável
Já que lhe falta a coragem para gritar ao mundo sua dor
Talvez se esconder faça que tudo pareça bem
Talvez se esconda, para procurar o amor
Porque a rotina e porque a vida
Não foram feitas para fazer um sentido
Porque desde o começo, já nos preparamos para a morte
Sendo que a morte pode vir muitas vezes antes do coração parar de bombear o sangue
Sendo que não necessariamente precisamos entrar no caixão
Não, para nos sentirmos mortos
Rita
Lédio,já tive oportunidade de ler outros poemas de sua filha,e percebo como ela sabe de forma intencional expressar com grande intensidade os sentimentos.
Neste ela expõe os conflitos existênciais que todos passamos,seja em que idade e em que ponto for de nossas vidas.
Parabéns à Laís e parabéns à você por ter uma filha assim tão poeticamente iluminada.
Beijos.
Lédio Rosa
É, sabe sim mostrar os sentimentos, mesmo dos difíceis.
Rita
É isto que a transforma nesta pequena grande poeta…raro hoje em dia em jovens da idade dela.
Lédio Rosa
Me parece uma exceção.