Essa noite tive um sonho triste
Que paradoxalmente me confortou
Era uma passarinha ferida
Que voou, voou e voou…
Seu rosto era lindo
Seu corpo um esplendor
Mas sua maior beleza
Vinha do seu interior
Seu movimento airoso
Mostrava leveza e também muita dor
Meu desejo foi socorrê-la
Livrá-la da aflição
Mas de repente percebi
A desnecessidade de minha ação
A passarinha buscava paz
Para se entender com seu coração
Tinha de voar sozinha
Até encontrar placidez
Nesse momento minhas dores esmoreceram
E chorei, chorei e chorei…
Acordei com os olhos cheios d’água
Entendendo um pouco mais sobre os conflitos do amor
É possível que a dor de agora
Seja tão só amor, amor e amor…
Cujos desígnios do momento não permitem o desabrochar
Mas em um futuro com paz
Quem saberá, saberá, saberá..!?
Rita
Que fantástico seu poema,Lédio!!!!
Pode ser um sonho triste,
mas muito exclarecedor
para quem em desencanto
já falecia de amor…
(Sonhos são muitas vezes sinais, basta compreendê-los)
Beijos!
Lédio Rosa
Assim nos disse Freud. Obrigado. Dia 5 estarei ai e espero comer meu bolo.
Rita
Sim, o pai da psicanálise explica muitas coisas…
Este seu poema me fez lembrar um conto de Rubéns Alves – A menina e o pássaro encantado – você já leu?