Há entre os seres um senão
Sem razão, repleto de razão
Uma obstrução, se não uma confusão
Um conflito, uma agitação
O impedimento do fluir da emoção
Passa o tempo, submerge-se o amor
Hão de ser os pares perdidos
Sem beijos, abraços e amassos
Conformados com os laços
Que distanciam os corações
São, são os seres da razão
Infelizes por opção
Vendo os luscos fuscos da felicidade concretizarem-se ao vão…

Nada tem sentido
Nada tem valor
No ser melancólico
Há muito confuso amor
Energia desviada
Perdida no estupor
Mais um sofredor
Nessa vida destoada
Onde se perdeu o próprio amor…
Há muitas pedras
Pela vida, pelo caminho
Estorvando a caminhada
Vêm do céu, em chuvas de sentimentos
Formam-se em nossas entranhas
E causam muita dor
São reais, imaginárias e pensam toneladas
Todas impedem nosso prazer, nossa felicidade

Horas a fio em minha “cidade dos livros”
Em contato direto com o conhecimento da humanidade
Trouxeram-me um desejo de respirar ar puro
No balcão deparei-me com suave brisa fria
Olhava o mar, o negro asfalto, as gentes, os veículos
Seu toque me acariciou e produziu enorme prazer
Afagou meu rosto, moveu meus cabelos, percorreu minhas entranhas
Refrescou meu corpo e minha mente
Açulou um fogo ardente em meu interior
Pareceu as suaves mãos de meu amor
Sempre capaz de transbordar felicidade
Uma saudade se achegou e voltei à leitura…
Vou amar, vou amar
Uma flor, linda mais que o luar
Cheirosa como um mar de rosas
Suave quão seda pura
Com olhar feito de mel
Vou amar, vou amar
Uma mulher, sob o luar
Nas delícias de seu perfume
Tateando sua pele suave
Gozando a visão do seu ser
Vou amar, vou amar
Para a eternidade do amor…
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