Perdeu-se um amor
Morreu uma flor
Ficou o concreto, o cimento
Das construções moralistas
Dessa vida racional
Tão repleta de verdades
Tão vazia de amenidades…
O papel, a tinta
A escrita de alguém
Resulta o livro
Dentro dele
Pura imaginação
Da ciência à ficção
Das bobagens à erudição
Mas nos inteligentes
Mundos à parte
Nos quais voa o leitor
Ao infinito do impossível
Inesgotável saber humano
Às delícias do conhecimento…

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…

Um amor
Como se desfaz?
Para deixar atrás
O gosto da paixão
A grande ilusão
De ser possível viver em paz…
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