Há entre os seres um senão

Sem razão, repleto de razão

Uma obstrução, se não uma confusão

Um conflito, uma agitação

O impedimento do fluir da emoção

Passa o tempo, submerge-se o amor

Hão de ser os pares perdidos

Sem beijos, abraços e amassos

Conformados com os laços

Que distanciam os corações

São, são os seres da razão

Infelizes por opção

Vendo os luscos fuscos da felicidade concretizarem-se ao vão…