Horas a fio em minha “cidade dos livros”
Em contato direto com o conhecimento da humanidade
Trouxeram-me um desejo de respirar ar puro
No balcão deparei-me com suave brisa fria
Olhava o mar, o negro asfalto, as gentes, os veículos
Seu toque me acariciou e produziu enorme prazer
Afagou meu rosto, moveu meus cabelos, percorreu minhas entranhas
Refrescou meu corpo e minha mente
Açulou um fogo ardente em meu interior
Pareceu as suaves mãos de meu amor
Sempre capaz de transbordar felicidade
Uma saudade se achegou e voltei à leitura…

Vou amar, vou amar

Uma flor, linda mais que o luar

Cheirosa como um mar de rosas

Suave quão seda pura

Com olhar feito de mel

 

Vou amar, vou amar

Uma mulher, sob o luar

Nas delícias de seu perfume

Tateando sua pele suave

Gozando a visão do seu ser

 

Vou amar, vou amar

Para a eternidade do amor…